3º Festival de Intervenções Artísticas do Recôncavo (Bahia)

De 29 de fevereiro a 3 de março de 2012,  festival reúne atividades artísticas e coletivas que vão interagir com a paisagem histórica e a vida cultural da região

Mais do que uma série de oficinas e intervenções, o FIAR 3 é o Encontro de Redes de Artes Visuais no Recôncavo Baiano. A programação traz artistas, grupos, performances, trocas de ideias e experimentações que promovem ações artísticas integradas à atmosfera local. Em sua terceira edição, o festival acontece de 29 de fevereiro e 3 de março nas cidades de Cachoeira e São Félix.

“’Fiar é fazer rede, e o FIAR 3 se propõe como um festival de intervenções no qual os residentes são alicerces de redes artísticas em suas localidades. Justamente por entender que em outro momento esses grupos já realizaram um mapeamento de grupos e artistas individuais em seus territórios de origem, cabendo ao festival proporcionar um espaço de encontro de redes, na construção de um contexto mais amplo de produção e circulação artística”, explica Tininha Llanos, curadora e produtora executiva do festival. Continuar lendo

Sobre o picnic no Parque Municipal de BH (julho/2010)

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O Parque Municipal de Belo Horizonte fica bem no centro da cidade, duas de suas entradas estão na principal avenida da capital mineira, a Avenida Afonso Pena. A escolha do Parque para o picnic realizado pelo Convivium Slow Food Pique Nique em julho de 2010, foi feita através de votação via internet. Ao invés de ter algumas opções das quais as pessoas teriam que escolher uma, o processo foi diferente: todo mundo que quis, pode sugerir uma praça ou parque onde gostaria que o picnic acontecesse. Tivemos muitas sugestões boas:  Praça de Santa Tereza, Praça JK, Parque das Mangabeiras, Parque do Bairro Santo Agostinho,  Praça Raul Soares, Horto Florestal, Parque da Lagoa do Nado. Mas o campeão disparado foi mesmo o Parque Municipal… Continuar lendo

Simultâneo: múltiplas projeções de fotografia no Rio

SIMULTNEO propõe múltiplas projeções simultâneas de fotografia, articulado como ação de intervenção urbana.

Será realizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, neste sábado, dia 24 de abril, a partir das 18h, integrando a programação oficial do VIRADÁO CARIOCA 2010.

Participam artistas de diversas regiões do país, que trabalham com a imagem em toda sua abrangência contemporânea, justificada como linguagem, suporte ou registro, realizada seja com aparatos digital, analógico, móvel ou experimental.

Clique na imagem para saber mais:

Revista Autofagia 3 disponível para download

A terceira edição da Revista Autofagia está disponível para download gratuito em PDF! Clique para baixar a publicação…

Capa da Revista Autofagia#3 - Gravura de Marcelo Terça-Nada

Capa da Revista Autofagia nº3 – Litogravura de Marcelo Terça-Nada!

A Autogafia é editada desde 2004, por Bruno Brum e Makely Ka. O número três foi lançado em 2009 e traz traduções do poeta beatnik Allen Ginsberg feitas por Leo Gonçalves,  imagens da série Tramas, de Marcelo Terça-Nada!, uma entrevista com o escritor mineiro Sérgio Fantini, além de textos e traduções de  Bill Knott, Fabrício Marques, Fernanda Salvo, Guilherme Rodrigues, Joca Reiners Terron, Jorge Rocha, Júlia Studart, Kenneth Rexroth, Letícia Féres, Manoel Ricardo de Lima, Micheliny Verunschk, Mônica de Aquino, Paulo Scott e Reuben da Cunha Rocha.

A insurgência das pipas (e outros jogos potencialmente subversivos)

Texto de Wellington Cançado | Fotos: Marcelo Terça-Nada!

1ª Parte

Bente altas, queimada, rolimã, futebol, pipa, pique-esconde: jogos e brincadeiras de rua. Todos extintos com a extinção da própria rua. Afinal, depois de tanto “matar a rua” ao longo do século 20 parece que finalmente conseguimos o que queria Le Corbusier, aquele arquiteto franco-suíço que queria também demolir a Νle de la Cité em Paris onde se encontra a Notre Dame para ali erguer a sua “Cidade Radiosa”, uma espécie de Barra da Tijuca primordial.

Mas não é que a rua propriamente dita tenha desaparecido, afinal todos os dias somos surpreendidos por outdoors propagando a duplicação e o alargamento das vias por toda a cidade. O que desapareceu mesmo, foi a possibilidade da rua como lugar do ócio, do encontro, das brincadeiras, dos jogos e da festa. Desapareceu a rua como lugar privilegiado da infância, ou de infâncias privilegiadas. Aquela infância dos nossos pais nas florescentes porém ainda humanas capitais, mas também a rua das crianças dos interiores por todo o país. Ruas em que crianças passavam as noites jogando e brincando, em que os portões eram gol, que a calçada era pista, que o degrau era rampa, que o muro era esconderijo, que a árvore era desafio, que o lixo era brinquedo, que o asfalto era campo, que os carros eram raros. Continuar lendo